No dia 21 de setembro, investidores estrangeiros injetaram R$ 405,2 milhões no mercado secundário de ações da B3, refletindo um apetite por ativos brasileiros. Este aporte contribuiu para que o Ibovespa registrasse alta de 0,74% na mesma sessão. O saldo acumulado de capital externo na B3 demonstra um superávit de R$ 9,6 bilhões no mês de setembro e um saldo positivo de R$ 27,9 bilhões no ano. Tal fluxo de capital estrangeiro é um mecanismo direto de suporte aos preços das ações, aumentando a demanda e a liquidez no mercado doméstico. Para o investidor brasileiro, o movimento significa valorização de portfólios e um real mais estável, embora o DXY esteja em alta de +0.78%. Um paralelo histórico pode ser traçado com o fluxo estrangeiro observado em 2020-2021, quando a busca por yield em mercados emergentes impulsionou o mercado brasileiro. O próximo gatilho a monitorar é o payroll NFP dos EUA em 2 de outubro, que pode influenciar a política monetária global e o apetite por risco. No médio prazo, a continuidade desse fluxo dependerá da percepção de estabilidade fiscal e crescimento econômico no Brasil.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado brasileiro deve manter um viés positivo se o fluxo estrangeiro continuar acima da média diária. Um gatilho de aceleração seria um payroll NFP (2026-10-02) mais fraco que o esperado, indicando maior probabilidade de cortes de juros nos EUA. No médio prazo (3-6 meses), a sustentabilidade do fluxo dependerá da melhora da percepção de risco fiscal e da manutenção de juros reais atrativos no Brasil.
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