Pela primeira vez em quatro anos, empresas de mercados emergentes superaram as estimativas de lucro, marcando um ponto de inflexão significativo para o investimento global. Este desempenho robusto atrai o Smart Money, que busca valorização em múltiplos e maiores retornos, gerando fluxo de entrada para ETFs e ações de crescimento nesses mercados. Consequentemente, ativos como EWZ e EEM, além de blue-chips brasileiras como ITUB4 e VALE3, e empresas de consumo como MGLU3, tendem a se beneficiar. Para o investidor brasileiro, isso implica um potencial fortalecimento do BRL, um rally para o IBOV (atualmente em 168,334) e uma possível reavaliação da política monetária do Banco Central do Brasil. Historicamente, o ciclo de commodities de 2003-2008 viu o EWZ subir mais de 400%, impulsionado por lucros e crescimento em EMs. A próxima temporada de balanços do 3º trimestre de 2026 e os dados macroeconômicos da China e Índia nos próximos 30-60 dias servirão como gatilhos. A visão de médio prazo aponta para um mercado de alta sustentável em EMs, com potencial de valorização de 15-25% nos próximos 12 meses.
Nas próximas 4-8 semanas, se os dados de PMI e varejo da China continuarem fortes, esperamos que o EWZ ($34.50 hoje) teste a resistência de $38-40 e o EEM ($45 hoje) alcance $48-50. O principal gatilho de aceleração será a próxima temporada de resultados do 3º trimestre de 2026, onde a sustentabilidade da superação de lucros será crucial. Uma falha em manter este momentum poderá levar a uma consolidação ou correção de curto prazo.
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