Stephanie Roth, economista-chefe da Wolfe Research, antecipa uma desaceleração nos dados econômicos, o que daria ao Federal Reserve justificativa para não elevar as taxas de juros em setembro. A ausência de uma alta de juros alivia a pressão sobre o custo de capital, beneficiando empresas alavancadas e setores de crescimento, que dependem de financiamento mais barato. Isso pode impulsionar ações de tecnologia como NVDA e MSFT, além de criptomoedas como BTC e ETH, que se beneficiam de um cenário de maior liquidez e menor aversão ao risco. Para o investidor brasileiro, a manutenção dos juros nos EUA tende a enfraquecer o dólar frente ao real (USDBRL), favorecendo o fluxo de capital para mercados emergentes e o Ibovespa (BOVA11). Em 2019, após um ciclo de altas, a pausa do Fed em janeiro levou a um rally de 30% no S&P 500 nos 12 meses seguintes, em um cenário de dados macroeconômicos mistos. O próximo gatilho crucial será a divulgação do Payroll dos EUA em 4 de setembro de 2026, seguido pela decisão do FOMC em 16 de setembro, que confirmará ou refutará essa projeção. No médio prazo (3-6 meses), um Fed mais dovish pode sustentar um ambiente de risk-on, mas a resiliência da inflação pode forçar uma reavaliação.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado estará extremamente sensível aos dados de inflação (CPI) e emprego (Payroll) dos EUA. Se a desaceleração for confirmada, o Fed deverá pausar em 16 de setembro, impulsionando ações de crescimento e criptoativos em 5-10% e valorizando o real. Um Payroll mais forte que o esperado em 4 de setembro seria um gatilho negativo.
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