A pesquisa Genial/Quaest indica que 51% dos eleitores não consideram que Lula mereça mais quatro anos na presidência, ao passo que 46% manifestam receio com o retorno da família Bolsonaro ao poder. Essa polarização política e a ausência de um consenso claro sobre o futuro da liderança do país amplificam a percepção de risco para o Brasil. Consequentemente, ativos atrelados à economia doméstica, como o BOVA11 e ações de estatais como PETR4 e BBAS3, tendem a sofrer pressão de venda. O Real brasileiro (USDBRL) pode enfrentar desvalorização, impulsionando a busca por ativos em dólar como proteção. Historicamente, períodos de intensa polarização eleitoral no Brasil, como observado nas eleições de 2014 e 2018, resultaram em aumento da volatilidade do Ibovespa em 15-20% e depreciação cambial de 10-15% nos seis meses anteriores ao pleito. Os próximos movimentos de candidatos e a formação de alianças serão os principais gatilhos a serem observados nos próximos 6 a 12 meses, moldando os cenários de investimento de médio prazo.
Nos próximos 3-6 meses, espera-se um aumento da volatilidade nos ativos brasileiros, com o BOVA11 testando suportes e o USDBRL sob pressão de alta, ancorado nas expectativas eleitorais. O principal gatilho para uma mudança de direção será a consolidação de candidaturas e propostas econômicas que possam apaziguar a polarização. No horizonte de 6-12 meses, a definição do cenário eleitoral ditará a direção mais sustentável para o mercado.
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