O fluxo de navios pelo Estreito de Hormuz colapsou em meio a tensões no Oriente Médio, mas a China emergiu como força estabilizadora nos preços de energia ao reduzir drasticamente suas compras de petróleo, conforme dados da autoridade alfandegária chinesa na terça-feira. A interrupção no Estreito de Hormuz tipicamente reduz a oferta global de petróleo e eleva os preços, mas a significativa queda na demanda chinesa compensou essa escassez, evitando um choque de preços global. Investidores institucionais provavelmente reavaliarão o risco geopolítico, deslocando capital de ativos de refúgio. Durante a Crise Financeira Asiática de 1997-1998, a desaceleração econômica asiática também reduziu drasticamente a demanda por petróleo, contribuindo para a queda dos preços do Brent de ~$25/barril para ~$10/barril. A evolução das tensões no Oriente Médio e novos dados sobre as importações chinesas de petróleo nas próximas 2-4 semanas serão cruciais para a sustentabilidade dessa dinâmica de demanda.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado monitorará a sustentabilidade da redução da demanda chinesa e qualquer escalada nas tensões no Oriente Médio. Se a China mantiver sua postura, o Brent pode estabilizar abaixo de $100.00, beneficiando companhias aéreas e mercados emergentes. Caso as tensões se agravem e a demanda chinesa se recupere, o Brent pode testar a resistência de $110.00, pressionando ativos de risco e o real.
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