Tesouro Direto registra alta em taxas curtas no dia do Fed

No dia 28 de outubro de 2026, as taxas dos títulos de curto prazo do Tesouro Direto abriram em alta, ao passo que as dos vencimentos mais longos permaneceram praticamente estáveis, em dia de decisão de juros do Federal Reserve (Fed). O Tesouro Prefixado 2029 avançou de 14,79% ao ano no fechamento de 27/10 para 14,88%, alta de 9 pontos‑base, e o Tesouro IPCA+ 2032 subiu de IPCA + 7,78% para IPCA + 7,87%, voltando a superar a marca de IPCA + 7,80% registrada em 26/10, primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos demais vencimentos, o Prefixado 2032 chegou a 15,08% e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 a 14,87%, com variações menores nos IPCA+ longos, que oscilaram entre queda de 3 pontos‑base e estabilidade. O movimento ocorre após dois pregões de forte oscilação e segue a expectativa de sinais sobre a equipe econômica do quarto mandato de Lula, com reunião do presidente com os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Planejamento, Bruno Moretti. No exterior, o Fed anunciará sua decisão às 15h (horário de Brasília), e o FedWatch, do CME Group, aponta que cerca de 90% do mercado aposta na manutenção da taxa norte‑americana entre 3,75% e 4,00% ao ano. Paralelamente, o Brent subia 1,14% a US$ 115,18 o barril após um ataque a refinaria na Arábia Saudita, enquanto o dólar futuro operava estável a R$ 5,359.

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