A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou, pela terceira vez, uma resolução para encerrar a guerra com o Irã, com 220 votos a favor e 204 contra, em uma tentativa de impedir o presidente Donald Trump de manter ações militares no Oriente Médio sem autorização do Congresso, em um conflito que já custou US$38 bilhões. A aprovação da resolução, embora não vinculante sem o Senado e a sanção presidencial, introduz incerteza sobre a continuidade das operações militares e o direcionamento de gastos com defesa, afetando a demanda por petróleo (via estabilidade regional), o orçamento militar e o fluxo de capital. Para o investidor brasileiro, a redução da tensão global tende a fortalecer o Real ($5.1591), potencialmente aliviando a inflação importada e abrindo espaço para o Banco Central manter uma política monetária mais acomodatícia. A Casa Branca e o Pentágono podem resistir à medida, enquanto bancos centrais globais monitoram o impacto geopolítico na inflação e no crescimento econômico. Em 2019-2020, tensões EUA-Irã levaram o Brent a testar $70-$75, mas a ausência de conflito prolongado estabilizou os preços rapidamente. O próximo gatilho será a votação da resolução no Senado e a resposta presidencial; qualquer escalada no conflito Arábia Saudita-Houthis também será crucial. No médio prazo (3-6 meses), a divergência entre Congresso e Presidência criará um cenário de 'wait-and-see' para o mercado, com flutuações atreladas a novas declarações ou ações militares.
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