Michelle Weaver, chefe de pesquisa temática dos EUA no Morgan Stanley, afirmou que os benefícios da adoção de inteligência artificial estão começando a se refletir nos lucros corporativos. A análise da firma indica que empresas classificadas como adotantes de IA de alta materialidade estão a caminho de uma expansão de 460 pontos-base na margem EBIT até o fim de 2026. Este mecanismo econômico deriva da eficiência operacional e otimização de custos que a IA proporciona, elevando a produtividade e impactando diretamente a lucratividade. Empresas de tecnologia e outros setores que implementam IA em larga escala, como Microsoft e Alphabet, podem se beneficiar da otimização de processos e inovação. O investidor brasileiro é afetado via ETFs globais de tecnologia e, indiretamente, por empresas brasileiras que buscam replicar modelos de eficiência. A adoção massiva de tecnologias como a computação em nuvem na década de 2010 também gerou ganhos de eficiência e expansão de margens. O próximo evento a monitorar são os resultados do quarto trimestre de 2026 e os guidances para 2027 das empresas de tecnologia e de outros setores com forte adoção de IA. O desfecho dependerá da capacidade das empresas em sustentar os ganhos de eficiência da IA e da materialização desses benefícios nos balanços, além da intensidade da concorrência.
A materialização da expansão de margens de 460 pontos-base para os adotantes de IA será confirmada pela divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2026 e os guidances para 2027, que sairão entre janeiro e março de 2027, fornecendo clareza sobre a sustentabilidade da tendência.
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