O Ibovespa está atento à ata da última reunião do Federal Reserve, que pode esclarecer a avaliação da autoridade monetária americana sobre a economia e a trajetória dos juros. No Brasil, a agenda econômica inclui o índice de inflação IGP-DI, dados da Anfavea sobre o setor automotivo e o relatório de fluxo cambial. O tom da ata do Fed impactará o apetite por risco global, influenciando o dólar e, consequentemente, o real brasileiro. Os indicadores locais fornecem insights sobre a inflação e a atividade econômica, moldando as expectativas para a política monetária doméstica e o desempenho corporativo. O feriado na China, por sua vez, tende a reduzir a liquidez e o volume de negociações de commodities, afetando exportadoras brasileiras. A reação de outros agentes do mercado dependerá da interpretação desses dados, que podem sinalizar tanto uma desinflação quanto pressões persistentes. Um paralelo histórico pode ser traçado com o 'taper tantrum' de 2013, quando a comunicação do Fed sobre a retirada de estímulos gerou volatilidade significativa nos mercados globais. Os próximos eventos a monitorar são a própria divulgação da ata do FOMC e dos dados brasileiros, além da decisão do FOMC em 4 de novembro. O desfecho dependerá da clareza do Fed sobre a política de juros e da consistência dos dados domésticos com as projeções de inflação e crescimento.
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