Em 30/10/2026, a XP divulgou sua avaliação sobre o panorama dos fundos imobiliários (FIIs) após a reprecificação dos ativos domésticos decorrente das eleições. A casa de análise apontou que a alta dos juros de mercado e os prêmios de risco pressionam os fundos listados, especialmente os segmentos mais sensíveis às oscilações dos juros de longo prazo. Apesar do cenário desafiador, a XP recomenda manter uma alocação estrutural em FIIs, citando rendimentos recorrentes atrativos, fundamentos setoriais sólidos e descontos elevados. Entre os segmentos analisados, os galpões logísticos são considerados o mais defensivo, com demanda aquecida pelo comércio eletrônico, vacância mínima histórica e possibilidade de reajustes de aluguel acima da inflação. Fundos de recebíveis imobiliários recebem visão positiva por rentabilidade atrativa e menor volatilidade, enquanto fundos indexados ao IPCA e ao CDI podem se beneficiar de cenários inflacionário e de Selic elevada. Já lajes corporativas, shoppings, fundos de fundos (FOFs) e multiestratégias exigem atenção a riscos específicos, levando a recomendação de exposição menor e viés tático.
A decisão do Banco Central sobre a Selic em 05/11/2026 e os dados de inflação divulgados em 10/11/2026 serão os principais pontos que definirão o desfecho para os fundos imobiliários, especialmente os logísticos e de recebíveis.
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