Verde alerta para exterior "inóspito" e "rachaduras" no risco global

A carta mensal da Verde Asset Management, gestora de Luis Stuhlberger, destaca um ambiente global "mais inóspito" e aponta "rachaduras" no risco mundial. O principal fator é a escalada dos juros de longo prazo em economias desenvolvidas, cujos efeitos já se propagam pelos mercados globais. Esse movimento eleva o custo de captação para empresas e governos, diminuindo a atratividade de ativos de risco e o fluxo de capital para regiões como o Brasil. Empresas domésticas com alta alavancagem ou sensíveis a juros, como as do varejo e construção civil, são particularmente afetadas pelo encarecimento do crédito. Historicamente, períodos de alta de juros globais, como o 'Taper Tantrum' de 2013, levaram a volatilidade e saídas de capital de mercados emergentes. O desfecho dessa dinâmica dependerá da persistência da inflação e das futuras decisões de política monetária dos bancos centrais, especialmente o FOMC, que definirão a trajetória dos juros longos e o apetite por risco.

Análise

A decisão de juros do FOMC em 2026-11-04 e os dados de inflação dos EUA, como o CPI, serão cruciais para determinar a trajetória dos juros longos globais. Adicionalmente, o comunicado do COPOM em 2026-11-05 no Brasil e o payroll dos EUA em 2026-11-06 darão mais visibilidade sobre o custo do dinheiro e o apetite por risco.

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