Em 06 de novembro de 2026, as ações da Vivara (VIVA3) sofreram forte queda no pregão, desvalorizando 8,25% a R$16,68 às 10h30, atingindo níveis vistos em março de 2025, o pior desempenho no Ibovespa. Por volta das 13h, a ação ainda caía 2,55%, a R$17,61. Na véspera, a rede de joalherias divulgou seu resultado do 3º trimestre, com lucro líquido de R$114,8 milhões, queda de 38,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA ajustado ficou em R$132,7 milhões, recuo de 22,4% na comparação anual, após excluir créditos do ano passado. Receita operacional líquida atingiu R$692,9 milhões, alta de 4,3%, enquanto as vendas nas mesmas lojas cresceram 4,4%, desacelerando em relação ao ritmo de 10,7% de um ano antes. A margem bruta reportada foi de 65,0%, frente a 71,3% no terceiro trimestre de 2025, refletindo lançamentos do período e uma base de comparação mais alta. Analistas da XP apontaram que o EBITDA foi impactado pelo repasse moderado dos preços em meio à queda nos preços do ouro, pesando sobre a receita do segmento de joias. Pedro Caravina e equipe ressaltaram que a pressão sobre as margens é considerada temporária, mas que a dinâmica de preços e margens no 4º trimestre será monitorada, com a administração tendo implementado aumentos de preços nos últimos meses e praticando uma política de preços dinâmica. Analistas do Itaú BBA destacaram a desaceleração das vendas nas mesmas lojas como ponto negativo, indicando perda de competitividade durante o trimestre.
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