O Brasil registrou um recorde histórico de 103 milhões de pessoas ocupadas ao final de 2025, o maior nível desde o início da série da PNAD Contínua em 2012. Este volume representa um crescimento notável de 1,7% em comparação com 2024 e um avanço de 15,4% desde 2012, quando havia 89,3 milhões de brasileiros ocupados. O mecanismo econômico principal é o aumento direto da massa salarial, que eleva o poder de compra e a demanda agregada na economia. Para o investidor brasileiro, um mercado de trabalho robusto pode fortalecer o BRL e sustentar o fluxo para a renda variável, mas também pode levar o Banco Central a manter uma postura mais cautelosa em relação à Selic para conter pressões inflacionárias. Historicamente, períodos de forte crescimento do emprego, como o Brasil experimentou entre 2004 e 2010, geralmente precedem ciclos de expansão do crédito e do consumo, mas também podem gerar pressões inflacionárias. O próximo gatilho a monitorar será a divulgação dos índices de inflação e novos dados de emprego para o primeiro trimestre de 2026. No médio prazo, a sustentabilidade deste recorde dependerá da capacidade da economia de absorver a mão de obra sem gerar desequilíbrios macroeconômicos.
Nas próximas 4-6 semanas, a expectativa é de que o bom desempenho do mercado de trabalho continue a sustentar o otimismo em relação ao consumo doméstico. Gatilhos de aceleração incluem dados de vendas no varejo e índices de confiança do consumidor para o início de 2026. No médio prazo (3-6 meses), a sustentabilidade do crescimento do emprego sem inflação será crucial para a trajetória da Selic e o desempenho dos ativos de risco. Se os dados de inflação de janeiro e fevereiro de 2026 vierem acima do esperado, o mercado pode reajustar as expectativas de juros.
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