Dona do imunoterápico Keytruda, farmacêutica tem lucro acima do esperado no 3º trimestre

A farmacêutica Merck — conhecida como MSD no Brasil — divulgou nesta quinta-feira (29) lucro acima do esperado para o terceiro trimestre, impulsionado pela forte demanda por seu medicamento de grande sucesso contra o câncer, Keytruda, e por sua vacina contra o HPV, Gardasil. A farmacêutica americana registrou receita de US$ 18,1 bilhões no terceiro trimestre, superando a estimativa média de US$ 17,3 bilhões dos analistas, segundo dados da LSEG. O lucro ajustado foi de US$ 2,49 por ação, acima das expectativas de US$ 2,08 por ação. Cerca de US$ 550 milhões do crescimento da companhia no trimestre decorreram de compras de medicamentos realizadas antes do previsto, informou a empresa. As vendas do imunoterápico Keytruda — um dos medicamentos mais vendidos do mundo — cresceram 6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, para US$ 8,6 bilhões, superando as estimativas de US$ 8 bilhões dos analistas. Esse resultado incluiu US$ 830 milhões provenientes da nova versão do medicamento administrada por via subcutânea, o Keytruda QLEX, aprovada no fim do ano passado. As vendas da vacina Gardasil, que foram prejudicadas pela demanda fraca na China nos últimos trimestres, também cresceram significativamente, beneficiadas por compras antecipadas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. As vendas da vacina, que previne cânceres causados pelo papilomavírus humano (HPV), aumentaram 14%, para pouco menos de US$ 2 bilhões, ante estimativas de US$ 1,8 bilhão de Wall Street. A companhia elevou o piso de sua projeção de receita para o ano inteiro de US$ 66,3 bilhões para US$ 66,8 bilhões, mantendo o teto anteriormente previsto de US$ 67,3 bilhões. A empresa também aumentou sua previsão de lucro ajustado e agora espera um resultado entre US$ 2,77 e US$ 2,82 por ação, em comparação com a projeção anterior de US$ 2,66 a US$ 2,76 por ação. A farmacêutica vem trabalhando para diversificar seu portfólio e reduzir a dependência do Keytruda, que começará a perder importantes proteções patentárias a partir de 2028. A empresa gastou bilhões de dólares em aquisições e acordos de licenciamento na tentativa de substituir a receita que espera perder futuramente para a concorrência de medicamentos biossimilares. O Winrevair, medicamento para hipertensão arterial pulmonar e um dos produtos mais recentes de crescimento da companhia, gerou US$ 694 milhões em vendas, alta de 94% em relação ao ano passado e acima das expectativas de US$ 645 milhões de Wall Street. Na semana passada, a farmacêutica e sua parceira Moderna divulgaram dados mostrando que sua vacina contra o câncer baseada em RNA mensageiro (mRNA) reduziu significativamente o risco de morte ou recorrência do melanoma quando combinada com o Keytruda. O resultado marcou o primeiro desfecho positivo de um estudo clínico em estágio avançado de uma vacina contra o câncer baseada em mRNA. As ações fecharam a quarta-feira cotadas a US$ 140,93 e acumulam valorização de cerca de 34% neste ano, superando o desempenho do mercado mais amplo. A farmacêutica vem trabalhando para diversificar seu portfólio e reduzir a dependência do Keytruda, que começará a perder importantes proteções patentárias a partir de 2028 Reprodução

CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real