A discussão no mercado de criptomoedas aponta para uma reavaliação do principal driver macro do Bitcoin, sugerindo que a "máquina de dívida" do Tesouro dos EUA está superando a influência do Federal Reserve. A emissão de novos títulos do Tesouro drena liquidez do sistema financeiro, impactando a disponibilidade de capital para ativos de maior risco como o BTC; inversamente, a redução da dívida pode injetar liquidez. Essa dinâmica afeta diretamente o BTC ao alterar o fluxo de capital, com ETFs de Bitcoin como IBIT e FBTC, e empresas com grandes reservas em BTC como MSTR, sendo sensíveis a essas variações. Investidores brasileiros precisam considerar o impacto do dólar forte (DXY) e a aversão a risco global, que podem levar a saídas de capital de ativos emergentes e cripto, pressionando o USDBRL. Em 2023, o aumento das emissões de T-Bills pelo Tesouro coincidiu com períodos de volatilidade e pressão de baixa para o Bitcoin, à medida que liquidez foi absorvida do mercado. Os próximos leilões de títulos do Tesouro, especialmente os de longo prazo, e as projeções fiscais do governo dos EUA serão os principais indicadores a serem observados. No médio prazo, a trajetória da dívida pública dos EUA, impulsionada por déficits persistentes, pode se tornar um fator estrutural de controle de liquidez, definindo ciclos de alta e baixa para o Bitcoin.
Nas próximas 4-8 semanas, o foco do mercado cripto estará nos anúncios de leilões do Tesouro dos EUA. Se a emissão de dívida for maior que o esperado, o BTC pode enfrentar pressão de venda e testar a zona de $70k. Um cenário de menor emissão ou forte demanda institucional por títulos, sem drenagem excessiva de liquidez, poderia permitir ao BTC retomar a trajetória de alta em direção a $80k. O próximo gatilho será o relatório de financiamento trimestral do Tesouro.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real