O Ibovespa (IBOV) registrou alta de 1,23%, fechando em 167.563,47 pontos, acompanhando o aumento do apetite a risco em Wall Street. O dólar à vista encerrou o dia com queda de 0,65%, cotado a R$ 5,4518. No cenário doméstico, os mercados reagiram à divulgação do Caged, que indicou a criação de 121.305 vagas formais de trabalho em setembro, um número abaixo das expectativas, sugerindo uma desaceleração gradual do mercado de trabalho devido aos juros elevados. A expectativa predominante para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) é a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano, com as Opções de Copom da B3 indicando 72,5% de probabilidade de inalteração e 26% de chance de corte de 0,25 ponto percentual, o que a levaria a 13,5%. Além disso, a notícia de um pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, previsto para este domingo (8 de setembro), sinalizando um ajuste fiscal para o próximo governo, foi recebida positivamente. No exterior, os índices de Wall Street tiveram ganhos significativos após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato nos EUA e a aceitação dos resultados pelo presidente Donald Trump. As blue chips brasileiras apresentaram um desempenho misto; Vale (VALE3) subiu 3,49%, impulsionada pelo minério de ferro na China (que avançou 1,56% para US$ 102,23 por tonelada) e pela melhora do fluxo de capital estrangeiro. Já as ações da Petrobras (PETR4;PETR3) e o setor petroleiro em bloco, incluindo Brava (BRAV3), registraram quedas expressivas, com PETR3 perdendo 7,64% e PETR4 recuando 7,08%, na esteira de uma queda de mais de 8% nos preços do petróleo. Os bancos, por sua vez, fecharam majoritariamente em alta, com o Índice Financeiro (IFNC) subindo 3,18%, impulsionado pelos balanços do 3º trimestre do Itaú (ITUB4). A CSN Mineração (CMIN3) liderou as altas do Ibovespa, com um avanço de 13,678%.
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic, aguardada para esta quarta-feira (4 de novembro), será crucial para definir a direção do mercado, com a maioria esperando a manutenção em 13,75% ao ano. O pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo (8 de setembro), com sinalizações de ajuste fiscal, também será acompanhado de perto para avaliar o impacto nas expectativas econômicas. Os desdobramentos dos preços do petróleo e do minério de ferro no mercado internacional continuarão a influenciar o desempenho das empresas de commodities.
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