A safra de trigo em Santa Catarina enfrenta sérias dificuldades devido ao excesso de chuvas, que compromete tanto a colheita quanto a qualidade dos grãos. A estimativa da Epagri/Cepa aponta uma redução de 36 % na produção, que deve totalizar cerca de 243 mil toneladas nesta safra. A umidade elevada e as condições climáticas adversas têm afetado diretamente as lavouras, especialmente no oeste do estado, onde a situação é mais crítica. Até o momento, apenas 19 % da área semeada foi colhida, e a expectativa é de que a produtividade média caia para cerca de 3.560 kg por hectare. Além da quantidade, a qualidade do trigo também está em risco. A umidade excessiva reduz o peso hectolítrico e dificulta a aceitação dos grãos pelos moinhos, impactando a produção de farinhas para panificação. As regiões de Chapecó e Xanxerê, que concentram 38 % da produção do estado, são as mais afetadas. Os produtores estão apreensivos com a situação, pois a safra já começou desestimulada, com área plantada reduzida e custos de produção elevados. O preço médio recebido pelos agricultores catarinenses em setembro foi de R$ 63,47 por saca de 60 kg, representando uma alta de 3,5 % em relação ao mês anterior.
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