A economia global de criptoativos, conforme medido pela Chainalysis, registrou uma queda de apenas 1.6% na atividade total nos últimos 12 meses, atingindo US$9.4 trilhões em volume transacionado. Esta resiliência é notável, pois ocorreu em um período de contração de US$2.1 trilhões na capitalização de mercado, indicando que o volume transacional e a utilidade fundamental dos ativos digitais se mantiveram robustos apesar da desvalorização dos preços. Em 2018, após a bolha inicial do Bitcoin, a atividade on-chain também mostrou resiliência comparativa à queda de preços, com volumes de transação caindo menos de 10% enquanto o BTC desvalorizava mais de 80%. O próximo dado a monitorar é o relatório trimestral de adoção institucional de cripto, que pode confirmar a continuidade do interesse em soluções de blockchain. No médio prazo, a manutenção de volumes elevados, combinada com a aprovação de novos ETFs de Ether spot e o amadurecimento regulatório, pode solidificar a criptoeconomia como uma classe de ativos mais estável e integrada ao sistema financeiro.
Nas próximas 3-5 semanas, espera-se que a percepção de resiliência fundamental dos criptoativos atraia capital, especialmente se o Bitcoin ($85,472) conseguir se manter acima de $85,000. O gatilho para uma aceleração seria o anúncio de um volume substancial de inflows nos ETFs de Bitcoin e Ether spot nos EUA, o que poderia levar o BTC a testar $90,000.
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