BC questiona empresas não financeiras sobre uso de IA

O Banco Central do Brasil lançou um questionário para empresas não financeiras, no âmbito da Pesquisa Firmus do terceiro trimestre de 2026, para avaliar a adoção atual e futura de inteligência artificial em seus negócios. Esta iniciativa visa coletar dados sobre o nível de penetração da IA e suas aplicações, fornecendo ao BC subsídios para futuras análises de produtividade, competitividade e potenciais riscos sistêmicos no setor real. O mapeamento poderá influenciar as perspectivas de crescimento de setores específicos na B3, com possíveis reavaliações de valuation para empresas que demonstrarem forte adoção de IA. A coleta de dados sinaliza uma abordagem proativa do BC na compreensão de inovações tecnológicas, preparando terreno para eventuais diretrizes regulatórias ou incentivos futuros. Historicamente, iniciativas semelhantes de bancos centrais, como o levantamento do Federal Reserve sobre a digitalização bancária em 2018, precederam períodos de maior investimento e inovação no setor financeiro. O próximo gatilho será a publicação dos resultados da pesquisa em 28 de setembro, que poderá revelar tendências setoriais e o nível de maturidade da IA no ambiente corporativo brasileiro. No médio prazo, os dados podem embasar políticas que fomentem a IA ou mitiguem seus riscos, impactando a alocação de capital e a vantagem competitiva das empresas nos próximos 12-18 meses.

Análise

Até a divulgação dos resultados da pesquisa em 28 de setembro, o mercado manterá uma postura de 'wait-and-see'. Caso os dados mostrem forte adoção de IA, espera-se um aumento de 5-8% nos valuations de empresas tech brasileiras focadas em software e serviços, como TOTS3 e LWSA3, nas 4-6 semanas seguintes. Se a adesão for baixa, o setor pode sofrer um leve desinvestimento, com foco em empresas de maior porte e com IA já consolidada globalmente, como MSFT e NVDA, que continuarão se beneficiando da tendência global.

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