Uma delegação do Catar esteve em Teerã para conversações com altos funcionários iranianos, atuando como mediadora nos esforços com os Estados Unidos. A agência de notícias Tasnim relatou que o Irã está revisando uma proposta de memorando de entendimento, avaliando suas dimensões políticas, legais e técnicas. Este processo pode reduzir o prêmio de risco geopolítico no petróleo, influenciando a oferta global e os custos de energia. Consequentemente, ativos relacionados ao petróleo, como USO e BNO, podem sofrer pressão de baixa, enquanto empresas de defesa, como LMT, podem ver menor demanda. Para o investidor brasileiro, a desvalorização do petróleo impactaria positivamente a inflação e a Selic, mas poderia afetar negativamente empresas como PETR4 e PRIO3. Smart Money provavelmente manterá uma postura cautelosa, mas com potencial rotação de defensivos para ativos de crescimento se o acordo avançar. Historicamente, negociações anteriores do JCPOA em 2015 levaram a uma queda significativa nos preços do petróleo, com o Brent caindo mais de 25% nos meses seguintes. O próximo gatilho será qualquer anúncio oficial sobre a decisão de Teerã, sem data definida. No horizonte de médio prazo, a volatilidade persistirá até uma resolução clara, com cenários que variam de desescalada total a renovação das tensões.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado permanecerá em 'wait-and-see', com o Brent negociando na faixa de US$ 85-90. Qualquer declaração oficial sobre a proposta iraniana será um gatilho para movimentos mais fortes. Se a proposta for aceita, o Brent pode testar US$ 82-85; se rejeitada, o risco é de retorno a US$ 95-100. A volatilidade persistirá no médio prazo, com o mercado precificando a durabilidade de qualquer acordo.
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