Ibovespa sobe com payroll fraco nos EUA; dólar recua

O Ibovespa registrou alta de 0,81%, alcançando 173.075,06 pontos, enquanto o dólar à vista recuou contra o real, reagindo a dados mais fracos do mercado de trabalho nos EUA. Dados de payroll abaixo do esperado nos Estados Unidos sinalizam uma potencial desaceleração econômica e menor pressão inflacionária, aumentando a probabilidade de o Federal Reserve adotar cortes nas taxas de juros. A maior probabilidade de juros mais baixos nos EUA favorece ativos de risco, impulsionando ações brasileiras como ITUB4 e MGLU3, e pressionando o DXY e o USDBRL para baixo. A valorização do Ibovespa e a desvalorização do BRL indicam um fluxo positivo de capital estrangeiro para o Brasil, com perspectivas de Selic mais estável ou em queda no médio prazo. Em ciclos de flexibilização monetária do Fed, como em 2019, mercados emergentes frequentemente experimentaram valorização, com o Ibovespa subindo ~10% em 3 meses pós-primeiro corte. A próxima reunião do FOMC e a divulgação do CPI dos EUA serão cruciais para confirmar as expectativas de flexibilização monetária. No médio prazo, um ciclo de cortes do Fed pode sustentar o rally de risco, mas a profundidade da desaceleração econômica global será um fator limitante.

Análise

Nos próximos 2-4 semanas, o Ibovespa ($171,724 hoje) pode buscar a resistência de 175.000 pontos, com o USDBRL ($5.1841 hoje) testando o suporte de R$5,10. O principal gatilho de aceleração será a confirmação da postura dovish do Fed e a ausência de surpresas inflacionárias nos EUA.

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