WEG lucra R$ 1,67 bilhão no 3º trimestre, aumento anual de 0,9%

A fabricante de motores e equipamentos eletrônicos WEG encerrou o terceiro trimestre de 2026 com um lucro líquido de R$ 1,67 bilhão, montante que representa ampliação de 0,9% em comparação a igual período do ano anterior. De acordo com a companhia, o resultado foi impulsionado pela retomada do crescimento no mercado interno, puxado pelos negócios em transmissão e distribuição de energia, e pela continuidade do desempenho no mercado externo, que atingiu 62,5% da receita total, o maior nível já registrado na história da companhia, apesar de a receita em reais ter sido impactada pela variação cambial. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de julho a setembro ficou em R$ 2,35 bihões, aumento anual de 3,1%. Já a receita operacional líquida somou R$ 10,86 bilhões no terceiro trimestre do ano, resultando num aumento anual de 5,7%. Do total obtido nesta linha, R$ 6,8 bilhões vieram do mercado externo no qual a principal fonte de receita continua sendo a América do Norte, com 54,7% da receita operacional líquida obtida fora do país quando observada em dólar. A companhia reiterou que a receita do mercado externo em reais foi negativamente impactada pela variação do dólar norte-americano médio, que passou de R$ 5,45 no terceiro trimestre do ano passado para R$ 5,14 em igual etapa deste ano, uma desvalorização de 5,7% em relação ao real. Os investimentos somaram R$ 905,4 milhões de julho a setembro, sendo 60,2% para o exterior e 38,9% para o Brasil. A empresa encerrou ainda o trimestre com um caixa líquido de R$ 2,54 bilhões. Há um ano, eram R$ 3,44 bilhões. A WEG voltou a reportar crescimento anual de receita no segmento de geração, transmissão e distribuição (GTD) no mercado interno no terceiro trimestre. A empresa obteve uma receita de R$ 1,7 bilhão neste negócio só no mercado doméstico, representando um crescimento de 1,5% em relação a igual trimestre do ano anterior. Esta frente não apresentava crescimento anual dentro de casa na companhia desde o primeiro trimestre do ano passado, quando fechou o período em R$ 2,4 bilhões de receita doméstica neste segmento, equivalendo a uma alta anual de 18,1% à época. De acordo com a empresa, a retomada se deve à continuidade das entregas de projetos ciclo longo, com destaque para transmissão & distribuição (T&D) e sistemas de automação. “Ao mesmo tempo, continuamos a reportar menor receita no negócio de geração solar devido à menor demanda de geração solar distribuída (GD), aliada à ausência de novos projetos de geração centralizada (GC)”, destacou em release de resultados sobre o período. Já no mercado externo, este segmento, que representou 38,6% da receita operacional líquida total do trimestre, apresentou desempenho ainda mais forte, com R$ 2,5 bilhões de receita, alta anual de 24,1%, com destaque para T&D na América do Norte. A principal fonte de receita da companhia segue a de equipamentos eletroeletrônicos industriais (EEI), que ocupou 49,6% da receita total do trimestre. Com R$ 1,6 bilhão obtidos no país e R$ 3,75 bilhões fora, o crescimento anual foi respectivamente de 2,7% e 1,1%. Nos negócios de motores comerciais e appliance (MCA) e tintas e vernizes (T&V), que preencheram respectivamente 7,6% e 4,2% da receita de julho a setembro, os sinais apontaram para desempenhos diversos dentro e fora do país. Enquanto os motores tiveram queda de 6,8% na receita doméstica e alta de 0,6% no exterior quando comparada a igual etapa de 2026, as tintas e vernizes subiram em casa (+8,3%), e caíram no mercado externo em 12,1%. A redução mais forte no exterior nesta última linha, ainda segundo a companhia, se deve à “acomodação na demanda em segmentos relevantes como óleo & gás, além do impacto da variação cambial no período”.

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