Goldman Sachs elevou significativamente sua projeção para as margens de refino de diesel em escala global, atribuindo a mudança à continuidade da oferta restrita do combustível. O mecanismo econômico por trás dessa elevação reside na escassez de suprimentos, que força os preços do diesel para cima em relação ao petróleo bruto, ampliando o 'crack spread' e, consequentemente, a lucratividade das refinarias. Consequentemente, empresas como Phillips 66 (PSX), Marathon Petroleum (MPC), Valero (VLO) e Petrobras (PETR4) devem registrar um aumento em suas margens operacionais no segmento de refino. Para o mercado brasileiro, PETR4 se beneficia diretamente, enquanto empresas de logística como RUMO3 e aéreas como AZUL4 podem enfrentar pressões de custos devido à alta do diesel/querosene. Um paralelo histórico relevante é o ano de 2022, quando as margens de refino de diesel dispararam após a invasão da Ucrânia, levando a lucros recordes para muitas refinarias globais. O próximo gatilho para monitorar inclui os resultados do terceiro e quarto trimestres de 2026 para as empresas de energia e os relatórios semanais de estoques de diesel, que confirmarão a persistência da escassez. No horizonte de médio prazo (6-12 meses), a sustentação das margens dependerá da capacidade de refino global se reajustar à demanda, bem como da evolução do cenário macroeconômico global.
Nas próximas 4-8 semanas, espera-se que as ações das refinarias como PSX, MPC e VLO apresentem valorização, com um potencial de alta de 5-10% impulsionado pelas expectativas de resultados fortes no Q4 2026. O principal gatilho para confirmar essa tendência será a divulgação dos relatórios de estoques de destilados nos EUA e Europa, bem como os comentários dos CEOs das refinarias sobre a demanda e as margens. Se houver sinais de arrefecimento da demanda ou aumento da capacidade, a tese pode ser invalidada.
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