O petróleo Brent para novembro fechou com alta de 0,92% na quarta-feira (30), com o contrato acumulando um aumento de 14% no mês, impulsionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio e relatos de ataques no Estreito de Ormuz. Este cenário eleva o prêmio de risco da commodity e impacta diretamente a oferta percebida no mercado global, mesmo com o aumento das exportações regionais. Bancos centrais e governos monitoram a situação de perto, preocupados com o impacto inflacionário do petróleo caro, o que pode influenciar decisões futuras de política monetária. Historicamente, conflitos no Oriente Médio, como a Guerra do Golfo de 1990-1991, causaram disparadas semelhantes nos preços do petróleo, com o Brent subindo mais de 150% em poucos meses. A continuidade ou escalada dos ataques no Estreito de Ormuz e a resposta diplomática/militar das potências globais serão os principais gatilhos a monitorar nos próximos dias, pois a persistência de um Brent elevado pode desacelerar o crescimento econômico global e pressionar a inflação no médio prazo.
Nas próximas 2-4 semanas, o petróleo Brent deve permanecer volátil, com viés de alta, podendo testar a resistência de $105/barril se os ataques no Estreito de Ormuz persistirem. Um payroll EUA (2026-10-02) mais fraco que o esperado poderia gerar pressão de baixa temporária se indicar desaceleração econômica, mas o fator geopolítico deve prevalecer no curto prazo.
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