FII cai mais de 14% na Bolsa; confira qual e o que aconteceu

FII cai mais de 14% na Bolsa; confira qual e o que aconteceu O fundo imobiliário JSRE11 liderava as perdas entre os FIIs do IFIX nesta segunda-feira (26). Por volta das 13h20, as cotas recuavam 14,21%, a R$ 61,26, com volume de R$ 4,27 milhões, bem acima da média diária de R$ 2,7 milhões de setembro. Com a queda, o FII devolve a valorização de outubro, quando as cotas alcançaram cerca de R$ 71, e retorna praticamente ao preço de fechamento de setembro, de R$ 61,05. Com tanta incerteza no Brasil, muita gente desistiu da bolsa. A Suno não. Na maior Black Friday da nossa história, vamos provar com dados por que investir no longo prazo em boas empresas ainda é a melhor estratégia. Live gratuita, 04/11, às 20h. Clique e inscreva-se. O movimento acompanha o ajuste dos ativos brasileiros ao resultado do segundo turno das Eleições 2026, que contrariou as apostas do mercado. A disparada dos juros futuros de longo prazo pressionou todo o segmento. Perto das 13h, o IFIX caía 5,97%, aos 3.752 pontos. O que aconteceu com o JSRE11 O fundo concentra escritórios de alto padrão em São Paulo, um segmento mais sensível à alta dos juros reais. O valor desses imóveis é calculado a partir da taxa usada para descontar aluguéis de longo prazo. Quando os juros sobem, o preço estimado dos ativos tende a recuar. Outros dois FIIs de lajes corporativas, PVBI11 e RCRB11, figuravam logo atrás no ranking de perdas do dia. A estrutura da carteira adiciona um fator de amplificação. Cerca de 18,5% do patrimônio está em cotas subordinadas do JS Renda Imobiliária (JSRI), também gerido pela Safra Asset. Essas cotas recebem o resultado que sobra depois de remuneradas as cotas seniores, que respondem por 80% do veículo. O arranjo se assemelha a uma alavancagem: amplia ganhos quando os imóveis se valorizam e intensifica perdas quando os preços são revistos para baixo. Como é a carteira do JSRE11 Segundo o relatório gerencial de setembro, o FII reúne cerca de 200 mil metros quadrados de área locável, em participações diretas e indiretas. Entre os ativos próprios, o Ed. Paulista representa 22,06% do patrimônio, o Tower Bridge Corporate 19,76%, as torres Marble e Ebony do complexo Rochaverá 19,36% e o WT Nações Unidas III 15,21%. Pela exposição via JSRI, o portfólio também alcança o WT Morumbi, o Work Bela Cintra e os edifícios WT Nações Unidas I e II. A carteira soma 115 inquilinos, com maior presença de empresas de tecnologia, saúde e seguros, prazo médio de contratos de 3,3 anos e cerca de 71% da receita corrigida pelo IPCA. A vacância física caiu de 3,9% em agosto para 2,9% em setembro, o menor patamar do ano, impulsionada pela locação de três andares do Ed. Paulista ao Itaú, com aluguel 63% acima do contrato anterior. O WT Morumbi, com 14,5% de área vaga, segue como principal ponto de atenção. Na distribuição, o FII pagou R$ 0,50 por cota referentes a setembro, integralmente cobertos pelo resultado do mês. A gestão projeta rendimentos entre R$ 0,50 e R$ 0,53 por cota até dezembro. Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos.

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