As bolsas globais registram avanço, enquanto os rendimentos dos títulos americanos recuam e o petróleo opera em leve queda nesta sexta-feira, revertendo a aversão a risco da véspera. Esse movimento é impulsionado pela avaliação dos investidores sobre a possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, apesar das ameaças persistentes à infraestrutura energética da Arábia Saudita. A expectativa de estabilização no fornecimento de petróleo e a potencial de-escalada geopolítica contribuem para o apetite por risco. Além disso, discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed) ao longo do dia e a divulgação do IPCA-15 no Brasil estão no radar, fornecendo pistas sobre a trajetória das taxas de juros e da inflação. Para o investidor brasileiro, o cenário global de juros em baixa e apetite por risco pode sustentar o Ibovespa, enquanto o IPCA-15 será crucial para as expectativas da Selic. Um paralelo histórico pode ser traçado com o acordo nuclear iraniano de 2015, que levou a uma queda temporária nos preços do petróleo e um alívio nas tensões globais. Os próximos gatilhos incluem os discursos do Fed e os dados de inflação do IPCA-15, que definirão o horizonte de médio prazo para o mercado.
No curto prazo (próximas 1-2 semanas), os mercados permanecerão voláteis, aguardando clareza sobre o acordo EUA-Irã e o teor dos discursos do Fed. Se o acordo for confirmado e o Fed sinalizar um tom mais brando, o SPY ($767.18) pode romper $770 e o Brent ($98.39) pode testar $95. Para o pequeno investidor, a volatilidade pode ser alta; é prudente focar em ETFs diversificados em vez de tentar adivinhar os movimentos de ações individuais.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real