Coinbase, Foxbit e Braza estão entre 38 empresas que buscam licença cripto do BC

Um levantamento do Cainvest Group aponta que 38 instituições tinham pedidos de autorização em aberto no Banco Central (BC) até esta quinta-feira (29), véspera do prazo para empresas que já atuam no setor de criptoativos solicitarem licença de funcionamento. Segundo a empresa, três processos estavam na agenda de decisão da autoridade monetária, dois em análise e outros dois aguardavam documentos ou respostas dos requerentes. Pelas novas regras, as sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais (SPSAVs) que já operavam no Brasil têm até amanhã (30) para apresentar o requerimento inicial de autorização. As empresas que cumprirem o prazo poderão continuar operando durante a análise do BC, enquanto aquelas que não solicitarem autorização deverão encerrar essas atividades em até 30 dias após o fim do prazo. Entre as empresas que apresentaram pedidos está a Binance, que dividiu sua operação brasileira em duas estruturas para atender à regulamentação. A Binance Brasil, antiga sim;paul, ficará responsável pelas contas de pagamento e operações em reais, enquanto a BBrasil Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais prestará os serviços relacionados a criptoativos. A Coinbase também protocolou seu requerimento e pretende ampliar sua atuação no país para operações de câmbio e serviços de pagamento, incluindo emissão de moeda eletrônica, sujeitas às respectivas autorizações. Já a Foxbit apresentou o pedido nesta quinta-feira (29), enquanto mantém em fase final de aprovação junto ao BC uma estrutura de distribuidora de títulos e valores mobiliários (DTVM). A empresa também fornece infraestrutura de criptoativos para instituições como Bradesco, Genial e 99Pay. Entre as companhias ligadas a pagamentos e stablecoins, a Avenia, emissora da BRLA, anunciou o início do processo de autorização para atividades de intermediação e custódia de ativos virtuais, além de câmbio e contas de pagamento. A Crown, responsável pela BRLV, também solicitou autorização como corretora e para oferecer contas de pagamento pré-pagas com acesso ao Pix. O levantamento da Cainvest identifica ainda Ripple, Lumx, Bloquo, Nonco e Liqi, entre outras empresas. O Mercado Bitcoin (MB), que possui 4,8 milhões de clientes, solicitou autorização como corretora de ativos virtuais. A companhia anunciou recentemente acordos com Bitso e Bity para receber clientes dessas plataformas no Brasil, em meio à reorganização do setor. A Bybit também pediu autorização nessa modalidade e informou ter investido R$ 30 milhões para integralizar parte do capital social de sua operação brasileira, atualmente de R$ 35,6 milhões. A Urban, formada pela fusão com o Grupo Caldeira OTC, protocolou seu pedido na modalidade de intermediária de ativos virtuais. A companhia reúne mais de 500 clientes empresariais e um volume transacionado superior a R$ 21 bilhões em 2026, segundo informações fornecidas pela empresa. Entre os bancos, Itaú, Bradesco e Braza formalizaram sua atuação com ativos virtuais junto ao BC. Diferentemente das SPSAVs, instituições financeiras já autorizadas seguem um procedimento de comunicação acompanhado de certificação técnica independente. O Bradesco informou que mais de 32 milhões de clientes já têm acesso à negociação de criptoativos em seu aplicativo, enquanto o Itaú oferece mais de 14 ativos virtuais. O Banco Braza, por sua vez, disponibiliza bitcoin (BTC), ether (ETH) e as stablecoins USDT e USDC por meio de sua conta global multimoedas, o Braza ON.

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