Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), baseado na Pnad Contínua do IBGE, o número de brasileiros de 14 a 29 anos que não estudam nem trabalham chegou a 8,8 milhões no segundo trimestre de 2026, o menor nível em dez anos, representando 17,9% dos 49,1 milhões de jovens nessa faixa. A taxa de desocupação juvenil caiu para 10% no mesmo período, frente a 16,6% em 2022. Dos 26,6 milhões de jovens ocupados, a renda média foi de R$ 2.459, 32% abaixo dos R$ 3.621 registrados entre trabalhadores com 30 anos ou mais, e 41% recebem até um salário mínimo. Patrícia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil (Catho), destacou a importância de um currículo objetivo, inclusão de cursos, projetos e habilidades digitais, além da busca por estágios, programas de jovem aprendiz e vagas de entrada como caminhos para a primeira experiência profissional.
A evolução dos próximos dados da Pnad Contínua do IBGE, especialmente em relação à taxa de desocupação juvenil, ao nível de formalidade e à renda média dos jovens ocupados. A divulgação do próximo relatório da Pnad Contínua referente ao terceiro trimestre de 2026, prevista para o final de novembro ou início de dezembro de 2026, fornecerá mais detalhes sobre a sustentabilidade e a qualidade dessa melhora no mercado de trabalho.
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