Sem reformas fiscais, Brasil pode ficar na lanterna do crescimento na América Latina

No dia 05/11/2026, o InfoMoney reportou que o economista-chefe do Santander Brasil, Marco Caruso, projetou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá menos de 1,3% em 2027, permanecendo na lanterna entre os países latino‑americanos. A projeção de 1,8% para 2026 foi apresentada no XXII Encontro Santander América Latina, realizado em Madri. Caruso destacou que a curva de juros futuros apresentou uma reação abrupta após as eleições brasileiras e que o principal desafio fiscal permanece. Ele estimou que a dívida pública brasileira atingirá 88% do PIB em 2027, cerca de 20 pontos percentuais acima da média dos países emergentes pares, e que, para estabilizar a relação dívida/PIB entre 90% e 95%, o país precisará reduzir um déficit recorrente de 1% para um superávit primário de 1,5% a 2% do PIB, exigindo ajustes de aproximadamente R$ 400 bilhões. O texto compara as projeções de crescimento de 2027 com as de outros países latino‑americanos: Chile (3,5%), Peru (3,2%), Argentina (2,7%), Colômbia (2%) e México (1,7%). A análise menciona que Chile e Argentina implementaram reformas fiscais recentes que impulsionaram seus crescimentos. Caruso, nomeado economista-chefe do Santander Brasil na quarta‑feira, enfatizou a importância da disciplina fiscal para evitar deterioração do crédito.

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