O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou hoje que pretende restabelecer o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado em 2021 para compensar os efeitos da pandemia de covid-19. A Receita Federal declarou o fim do programa em março de 2025, após o limite de R$ 15 bilhões em renúncia fiscal previsto em lei ser atingido. Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio disse que pretende retomar o benefício para os setores de eventos culturais, shows e turismo, mas não detalhou como a medida seria implementada e nem qual seria a fonte de recursos. Segundo ele, esses segmentos estão, atualmente, “sufocados, endividados pela crise que esse governo colocou o país”. “Eu vou salvar o setor de shows, porque onde tem eventos, o comércio vende mais, o taxista e o Uber faturam, os pequenos artistas prosperam e a economia gira”, afirmou. “Grandes artistas e pequenos artistas se preparem, vocês vão ter muito trabalho e todo o setor vai aquecer a economia”, completou. O Perse permitiu às empresas beneficiadas não pagar quatro tributos federais: PIS, Cofins, Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IPRJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O programa foi criado em 2021 para ajudar empresas que tiveram de paralisar atividades durante a pandemia de covid-19. O benefício foi encerrado em 2025 pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sob a justificativa de alto custo fiscal e de indícios de irregularidades cometidas por algumas empresas. À época, a deputada federal Renata Abreu (Podemos-SP), uma das principais articuladoras do Perse, afirmou que havia casos de empresas da construção civil utilizando indevidamente o benefício fiscal, destinado a negócios dos setores de turismo, eventos, bares e restaurantes, entre outros.
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