CBA registra lucro recorde de R$ 616 milhões no 3º trimestre

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA, CBAV3) encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido recorde de R$ 616 milhões, 366% superior ao mesmo trimestre de 2025, conforme divulgado pela InfoMoney em 4 de novembro de 2026. O resultado foi impulsionado pelo preço realizado do alumínio, pelo desempenho operacional e por um benefício não recorrente de R$ 526 milhões decorrente da renegociação e liquidação antecipada de obrigações de Uso do Bem Público (UBP). A operação contou com um pagamento líquido de R$ 262 milhões, nos termos da Lei nº 15.235/2025, reduzindo compromissos futuros de caixa; após efeitos tributários, o ganho totalizou R$ 315 milhões. A receita líquida consolidada atingiu R$ 2,7 bilhões, 18% maior que no ano anterior, sustentada por preços mais altos do alumínio e maior participação de produtos de valor agregado. O EBITDA ajustado subiu para R$ 565 milhões, 142% acima do terceiro trimestre de 2025, com margem passando de 10% para 21%. A dívida líquida fechou setembro em R$ 2,8 bilhões, 16% menor que no mesmo período de 2025, e a alavancagem financeira recuou para 1,38 vezes. O CEO Luciano Alves afirmou que o cenário não prevê quedas abruptas nos preços da commodity, citando a retomada gradual da produção no Oriente Médio e a entrada lenta de novas capacidades da Indonésia. A CFO Camila Abel considerou o nível de endividamento confortável, mesmo com cerca de 80% da dívida denominada em dólares, e destacou a disponibilidade de recursos para novos investimentos. A empresa permanece em compasso de espera quanto à conclusão da venda de controle ao consórcio formado pela chinesa Chinalco e pela Rio Tinto.

Análise

O desfecho futuro será definido pela evolução dos preços do alumínio na LME, pela continuidade da redução de custos de energia e pela conclusão da renegociação de obrigações de Uso do Bem Público. O próximo relatório trimestral da CBA, previsto para o início de 2027, e os dados de produção de alumínio na China e no Oriente Médio serão indicadores críticos.

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