Reforma tributária: risco maior em inadimplência e RJs

A reforma tributária no Brasil, que representa uma das maiores mudanças fiscais em décadas, revela um risco subjacente significativo. O país registra 8,9 milhões de empresas inadimplentes e um recorde de 2.466 pedidos de recuperação judicial em 2025, conforme dados da Serasa Experian. A preocupação central é que a implementação de um novo sistema tributário, mesmo que visando simplificação a longo prazo, pode sobrecarregar empresas já fragilizadas. Isso eleva a complexidade operacional e os custos de adaptação, podendo precipitar insolvências em um cenário de alta alavancagem corporativa. Empresas com balanços mais fracos e alta dependência de capital de giro são as mais expostas. O aumento da inadimplência e das recuperações judiciais no setor corporativo pode levar a uma deterioração da qualidade dos ativos de crédito dos bancos brasileiros. A transição para novos regimes tributários no passado, como a criação do PIS/Cofins nos anos 90, demonstrou desafios de adaptação e custos iniciais para as empresas. O monitoramento da tramitação e aprovação dos projetos de lei complementares da reforma tributária, previstos para os próximos meses, será crucial, assim como os relatórios trimestrais da Serasa Experian. O desfecho dependerá da clareza e gradualidade da implementação da reforma, bem como da capacidade das empresas de se adaptarem aos novos processos e custos.

Análise

O desfecho da reforma tributária dependerá da aprovação dos projetos de lei complementares, que definirão a regulamentação detalhada e o cronograma de implementação. Acompanhar os próximos relatórios de inadimplência corporativa da Serasa Experian e as decisões do Banco Central sobre a taxa de juros, especialmente após a reunião do FOMC em 04 de novembro de 2026, será crucial para avaliar o impacto.

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