Apenas 13% dos Fundos Ativos Large-Cap EUA superam benchmarks em 10 anos

A notícia revela que uma minoria, apenas 13%, dos fundos de ações ativamente geridos nos EUA, com foco em large-caps, conseguiu superar seus benchmarks ao longo da última década. Este dado sublinha a ineficácia da gestão ativa em mercados eficientes, como o de grande capitalização americano, quando comparada a estratégias passivas. O mecanismo econômico principal é a contínua transferência de capital de fundos ativos de alto custo para veículos de investimento passivos, como ETFs de índice, que replicam o desempenho do mercado. Isso beneficia diretamente ETFs como SPY e QQQ, enquanto pressiona a receita e os ativos sob gestão de fundos ativos como ARKK. Para o investidor brasileiro, o cenário valida a busca por ETFs globais (via BDRs ou acesso internacional) e a diversificação em vez de apostas em fundos ativos caros. Historicamente, relatórios SPIVA têm consistentemente mostrado que a maioria dos gestores ativos falha em superar seus índices, com o relatório de 2018 indicando que 85% dos fundos large-cap subperformaram o S&P 500 em 15 anos. O próximo gatilho a monitorar é o fluxo de capital em ETFs de índice e o desempenho comparativo dos fundos ativos nos próximos balanços, com a expectativa de manutenção dessa tendência de subperformance no médio prazo.

Análise

Nos próximos 12-24 meses, a migração de capital de fundos ativos para ETFs de índice de baixo custo deve continuar e possivelmente acelerar, impulsionada pela persistência de retornos modestos da gestão ativa. Gatilhos para essa aceleração incluem a manutenção de um ambiente de mercado de baixa volatilidade e a ausência de um ciclo econômico que favoreça a seleção de ações por gestores ativos.

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