Um indicador de longo prazo aponta que o Bitcoin pode necessitar de uma correção de 15% ou mais de seu valor atual para estabelecer um fundo de mercado. Esse mecanismo de purgação visa eliminar posições excessivamente alavancadas e reajustar as expectativas de preço, preparando o terreno para uma recuperação mais sustentável. Consequentemente, ativos como o BTC, ETFs spot (IBIT, FBTC), mineradoras (MARA, RIOT) e empresas com grandes reservas de Bitcoin (MSTR) seriam negativamente impactados no curto prazo. No Brasil, ETFs de cripto como HASH11 também sentiriam o efeito da aversão a risco global, pressionando o real. O 'smart money' tende a aguardar esses níveis de preço mais baixos para iniciar uma fase de acumulação estratégica, capitalizando sobre a capitulação do varejo. Historicamente, ciclos de baixa como os de 2018 (-84%) e 2022 (-75%) demonstraram a necessidade de quedas substanciais antes de um fundo ser formado, com o fundo de 2022 atingindo aproximadamente US$16 mil após picos de US$69 mil. O próximo gatilho a monitorar seria a confirmação de suporte pós-queda e a estabilização ou desaceleração das saídas de capital dos ETFs. Em um horizonte de médio prazo (3-6 meses), a formação de um fundo sólido pode preceder uma nova fase de acumulação e valorização do ecossistema cripto.
Nas próximas 2-4 semanas, o BTC (atualmente em ~$77k) provavelmente testará a faixa de $65k-$58k, conforme o indicador sugere. A consolidação nesses níveis será o principal gatilho para um potencial rebote e o início de uma nova fase de acumulação. A falha em encontrar suporte acima de $55k indicaria uma correção mais profunda e prolongada, exigindo reavaliação de teses de investimento.
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