Ibovespa cai mais de 2 mil pontos com eleições e aversão ao risco global

Nesta quinta-feira (22), o Ibovespa recuou 1,15%, fechando aos 204.120,12 pontos, com uma perda de 2.375,11 pontos, marcando a segunda queda consecutiva do índice. A movimentação ocorre a apenas um pregão do segundo turno presidencial, agendado para domingo (25), em meio a pesquisas como a Quaest, que apontou apenas um ponto percentual de diferença entre os candidatos, e a expectativa pelo Datafolha e o debate presidencial na TV Globo na sexta-feira (23). No cenário externo, empresas de tecnologia em Nova York, incluindo a Meta (META), registraram desempenho negativo devido aos elevados custos com inteligência artificial, enquanto o petróleo subiu, reacendendo preocupações com a inflação global. A Vale (VALE3) despencou 3,97%, acumulando quase 12% de perdas em outubro, e a Gerdau (GGBR4) caiu 3,92%. Os grandes bancos também recuaram: Bradesco (BBDC4) cedeu 2,08%, Itaú (ITUB4) perdeu 1,84%, Santander (SANB11) recuou 1,35% e Banco do Brasil (BBAS3) caiu 0,75%. No varejo, Magazine Luiza (MGLU3) registrou queda de 1,99%. Em contrapartida, a Petrobras (PETR4) avançou 0,14%, acompanhando o petróleo, e a Ambev (ABEV3) subiu 1,26%. Motiva (MOTV3) caiu 1,81% após revisão de recomendação e Ânima (ANIM3) subiu 1,40%. O dólar comercial fechou em alta de 0,22%, a R$ 5,038, com os juros futuros também avançando, refletindo a busca por proteção cambial e maior cautela dos investidores.

Análise

O desfecho do cenário dependerá diretamente do resultado do segundo turno presidencial, marcado para domingo (25), e da reação do mercado aos próximos dados de pesquisas eleitorais, como o Datafolha, e ao debate presidencial de sexta-feira (23). No âmbito global, a capacidade das empresas de tecnologia de monetizar seus investimentos em inteligência artificial e a evolução das tensões no Oriente Médio continuarão a influenciar o humor dos investidores e a trajetória da inflação e dos juros.

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