A produção de petróleo bruto e condensado dos EUA subiu modestamente para 13.79 Mbd em junho, com destaque para a recuperação da produção no Alasca, incluindo o projeto Pikka e campos como Prudhoe Bay. O aumento é atribuído a ganhos de eficiência nas plataformas de perfuração, compensando a desaceleração no Texas e Novo México e a disciplina de capital das empresas de E&P, adicionando oferta ao mercado global. A resiliência da oferta americana pode gerar pressão de baixa nos preços do petróleo bruto, como Brent e WTI (USO), impactando negativamente as receitas de produtoras como PETR4 e PRIO3. Historicamente, períodos de aumento da oferta não-OPEP, como a revolução do shale nos EUA em 2014-2016, causaram uma queda de mais de 50% nos preços do petróleo, embora o contexto atual seja de crescimento mais modesto. O próximo gatilho a monitorar será a divulgação dos dados de produção de julho e as reuniões da OPEP+, que podem ajustar as cotas de produção em resposta à oferta resiliente dos EUA. No médio prazo, a resiliência da produção dos EUA pode atuar como um teto para altas expressivas nos preços do petróleo, favorecendo um ambiente de custos energéticos mais estáveis globalmente.
Nas próximas 4-6 semanas, espera-se que os preços do Brent permaneçam sob pressão, com um potencial de queda para a faixa de $98-102. Gatilho para uma queda mais acentuada seria um relatório da OPEP+ que não reduza a oferta ou dados de demanda global mais fracos.
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