A empresa canadense Nutrien divulgou, na quarta‑feira (4), lucro líquido de US$ 288 milhões no terceiro trimestre de 2026, representando uma queda de 39% em relação ao mesmo período de 2025, quando o lucro foi de US$ 469 milhões. A receita líquida totalizou US$ 6,06 bilhões, alta de 1% no intervalo comparativo. O lucro por ação reduziu‑se de US$ 0,96 para US$ 0,60, enquanto o lucro ajustado por ação subiu de US$ 0,61 para US$ 0,97. O EBITDA ajustado recuou 8%, para US$ 1,31 bilhão. Segundo a Nutrien, o declínio foi causado pelos menores resultados dos segmentos de fosfatos e nitrogenados. As vendas da Nutrien Ag Solutions cresceram 0,50% bilhões; a receita de potássio ficou estável em US$ 1,12 bilhão; as vendas de nitrogênio recuaram 6% para US$ 960 milhões; a receita de fosfato aumentou 4% para US$ 514 milhões, mas o EBITDA ajustado desse segmento caiu 93% para US$ 8 milhões. A companhia manteve a avaliação de demanda agrícola sustentada globalmente, mas destacou restrição de crédito e deterioração financeira dos agricultores no Brasil como fatores que podem limitar as compras.
A decisão sobre a continuidade da restrição de crédito agrícola no Brasil, prevista para ser anunciada no próximo relatório de política monetária do Banco Central do Brasil em dezembro, definirá se a demanda por fertilizantes permanecerá estável ou diminuirá. Além disso, o próximo resultado trimestral da Nutrien em janeiro de 2027, que incluirá dados atualizados de vendas de fosfato e nitrogênio, confirmará se o segmento de fosfato recuperará a rentabilidade.
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