Plano de voo e escolha de ministro da Fazenda podem acalmar mercado, diz IFI

O Tesouro Nacional precisou intervir no mercado de títulos públicos na segunda-feira (26) e na terça-feira (27), com o volume de intervenções no primeiro dia atingindo R$ 14 bilhões, segundo o secretário Daniel Leal. Na segunda-feira, a B3 acionou o circuit breaker, interrompendo as negociações por 30 minutos após o Ibovespa recuar 10% em relação ao fechamento anterior. A aversão ao risco também pressionou o câmbio e os juros futuros: o dólar à vista subiu 8,2%, a maior valorização diária frente ao real desde janeiro de 1999, enquanto as taxas de juros futuros superaram 15%. O Ibovespa encerrou o pregão com tombo de quase 14%. Na terça-feira, a bolsa voltou a apresentar forte volatilidade durante o pregão e encerrou em queda de 0,51%; o dólar à vista, por sua vez, devolveu parte da valorização da sessão anterior e fechou negociado em queda de 0,97%. No Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de outubro, publicado nesta quinta-feira (29), a IFI avaliou que, com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não se esperam mudanças bruscas na condução da política econômica do governo. O relatório destaca que, no plano fiscal, a estratégia gradualista de ajuste com pequenas correções deve prevalecer.

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