Na quinta‑feira, 29 de outubro, o governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu a encarregada de Negócios da Embaixada da Argentina no Brasil, María Emilia Cortés, no Palácio do Itamaraty. O diretor do departamento de América do Sul, João Marcelo Galvão de Queiroz, recebeu a diplomata e solicitou esclarecimentos sobre a suposta colaboração da Argentina na fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL), que deixou o país após perder as eleições de 25 de outubro. Segundo fontes, a convocação segue um procedimento de rotina e, por ora, não há desdobramentos previstos; a orientação nos bastidores é deixar a questão sob a responsabilidade da Polícia Federal (PF) e evitar atritos com o país vizinho. Flávio Bolsonaro, sua esposa Fernanda e duas filhas cruzaram a fronteira pela ponte Tancredo Neves usando passaporte italiano, embarcaram em jato particular às 23h52 de Puerto Iguazú, fizeram escala em Guayaquil (Equador) e chegaram a Miami às 10h23 de 28 de outubro. O senador havia descumprido ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de entregar seus passaportes em 24 horas, apesar de ter reconhecido a intimação em vídeo nas redes sociais.
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