O presidente dos Estados Unidos, Trump, declarou que os recentes ataques em Kiev e as políticas adotadas pelos democratas são responsáveis pela alta dos preços dos combustíveis. Em seguida, acrescentou que a situação no Estreito de Hormuz deixou de ser um fator que eleva os preços, reduzindo a preocupação com interrupções de oferta. Essa mudança de narrativa pode reduzir o prêmio de risco associado ao petróleo, pressionando os preços à baixa. Ao mesmo tempo, a vinculação ao conflito na Ucrânia pode manter alguma pressão de demanda, criando um cenário misto para o mercado de energia. O efeito se transmite às empresas brasileiras de petróleo, como a Petrobras (PETR4) e a PetroRio (PRIO3), cujas receitas dependem do preço do barril. Também afeta fundos setoriais de energia nos EUA, como o ETF XLE, que replica o desempenho das principais companhias de energia. A reação dos investidores será observada nas próximas cotações do Brent e nas análises de risco de oferta. O desfecho dependerá da evolução dos conflitos e dos relatórios de oferta de petróleo publicados nos próximos dias.
A evolução dos preços do Brent nas próximas semanas e o relatório semanal de petróleo da EIA (publicado às terças) definirão se a percepção de redução de risco no Hormuz se consolida.
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