Um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou definitivamente a ação por difamação movida pelo presidente Donald Trump contra o The Wall Street Journal, alegando US$ 10 bilhões (cerca de R$ 57 bilhões) em indenização. A decisão foi proferida neste sábado, 31 de outubro de 2026, pelo magistrado Darrin Gayles, que concluiu que a equipe jurídica de Trump não conseguiu provar que o jornal publicou informações falsas com "má‑fé real", requisito legal para condenação de figuras públicas. Trump processou a Dow Jones, controladora do jornal, e seu proprietário Rupert Murdoch após a publicação, em julho de 2025, de uma reportagem sobre uma suposta carta enviada por ele ao financista Jeffrey Epstein em 2003. A carta, incluída em um livro comemorativo dos 50 anos de Epstein, continha texto datilografado, ilustração de contorno de mulher nua e assinatura atribuída a Trump, que nega ter escrito o documento. O juiz ressaltou que aceitar a alegação de Trump impediria a imprensa de publicar reportagens negativas quando uma figura pública nega acusações, violando a proteção constitucional da liberdade de expressão nos EUA. A decisão extingue o processo com resolução de mérito, impedindo nova tentativa de ação. A autenticidade da carta não foi avaliada.
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