A economia brasileira, após um primeiro trimestre impulsionado por estímulos fiscais, entra em um período de desaceleração notável, conforme avaliação de economistas. Há uma crescente expectativa de contração do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre do ano. Essa perda de ímpeto é um reflexo direto e espraiado do efeito contracionista dos juros elevados praticados no país. Setores como varejo e construção civil são os mais afetados pela menor demanda e pelo custo de financiamento mais alto. No entanto, fundos de investimento imobiliário (FIIs) atrelados a índices de juros, como o CDI, podem se beneficiar da manutenção de taxas elevadas. O cenário atual remete à desaceleração pós-crise de 2014-2016, quando o PIB brasileiro contraiu significativamente por múltiplos trimestres. O próximo gatilho será a divulgação dos dados de atividade econômica para o 3º trimestre, com o mercado monitorando sinais de desinflação para antecipar um eventual ciclo de corte de juros em 2027.
Nas próximas 4-8 semanas, o mercado deve precificar uma maior probabilidade de contração do PIB no 3º trimestre, mantendo pressão negativa sobre ativos cíclicos brasileiros. Os gatilhos a monitorar são os dados de atividade econômica de setembro e outubro, além das sinalizações do Copom sobre a trajetória da Selic. Se o cenário de contração se confirmar, o USDBRL pode testar R$5.30-R$5.40, e as ações de varejo podem ver quedas adicionais de 5-10%.
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