Embraer contabilizou R$ 358,6 milhões e Taurus R$ 91,1 milhões em recuperação de tributos no 2º trimestre, decorrentes de decisão da Suprema Corte americana que considerou as tarifas impostas por Donald Trump ilegais. Este reembolso representa um ganho não-recorrente que melhora artificialmente as margens e o lucro líquido do período, sem indicar uma melhoria operacional sustentável. Para EMBR3, o valor é material e impacta positivamente o balanço, enquanto para TASA4, o montante é proporcionalmente relevante, dado seu menor porte. No mercado brasileiro, o evento pode gerar euforia pontual, mas a natureza one-off do ganho limita o impacto de longo prazo sobre valuation. Um paralelo histórico pode ser visto em 2018, quando a reforma tributária nos EUA permitiu a repatriação de lucros, gerando ganhos pontuais para empresas com caixa no exterior. O próximo gatilho a monitorar é a divulgação dos resultados do 3º trimestre, que revelará a performance operacional sem o benefício desses reembolsos. No médio prazo, a sustentabilidade dos resultados dependerá da capacidade das empresas de otimizar operações e expandir mercados, desvinculadas de eventos tributários extraordinários.
Nas próximas 2-4 semanas, as ações de EMBR3 e TASA4 podem experimentar um rali de curto prazo impulsionado pela notícia do reembolso, especialmente se o mercado focar no aumento do lucro líquido. Contudo, o foco se deslocará rapidamente para o guidance operacional e os resultados do 3º trimestre, que não terão esse impulso. Uma performance operacional subjacente fraca ou inalterada pode levar a uma correção ou lateralização das ações, invalidando o rali inicial.
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