Trump oferece recompensa de US$ 1 milhão por denúncias de fraude eleitoral

Em entrevista concedida na semana passada, antes de viajar ao Mississippi, o presidente Donald Trump declarou que pagará um bônus de US$ 1 milhão a qualquer pessoa que fornecer informações que levem à condenação por fraude eleitoral, seja em relação ao pleito de hoje ou a votações anteriores. A promessa gerou preocupação entre autoridades locais, que temem que o incentivo financeiro estimule suspeitas entre eleitores e desencadeie confrontos nos locais de votação. Em Michigan, o escritório do secretário de Estado participou de cerca de 125 exercícios de segurança neste ciclo eleitoral, segundo Aghogho Edevbie, secretário de Estado adjunto de Michigan. O chefe da polícia de Green Bay, Chris Davis, e a vice‑governadora de Utah, Deidre Henderson, também manifestaram temores de que a recompensa possa agravar tensões. O Departamento de Justiça enviou 1 mil fiscais e observadores eleitorais aos 50 estados e, anteriormente, solicitou a separação de 20 mil votos por correio na Califórnia. O governador Gavin Newsom enviou um alerta extraordinário aos tribunais federais distritais da Califórnia, advertindo sobre possíveis tentativas de apreensão de cédulas. A Casa Branca não esclareceu a origem dos recursos para a recompensa nem o procedimento para apresentar denúncias.

Análise

A definição do desfecho dependerá das decisões judiciais sobre a legalidade da recompensa e das investigações conduzidas pelo Departamento de Justiça, previstas para serem divulgadas nos próximos 30 dias, bem como dos relatórios de segurança eleitoral emitidos pelos estados após as eleições de meio de mandato.

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