Na noite de 23 de outubro de 2026, dois soldados israelenses foram mortos por homens armados palestinos em um posto de controle próximo a Hebron. Em resposta, o exército israelense cercou a Praça al‑Jalda, ordenando que os moradores deixassem suas casas "até novo aviso", conforme relato de um residente local à Al Jazeera. Desde então, quase 5.000 palestinos foram deslocados, segundo a UNRWA, que qualificou as medidas como punição coletiva. Entre 2009 e o início do cerco, as forças israelenses demoliram 2.491 edifícios e deslocaram 3.534 pessoas no governadorado de Hebron, de acordo com a OCHA. Em áreas como Masafer Yatta, cerca de 400 estruturas foram derrubadas nos últimos 15 anos, deixando 969 palestinos sem moradia. A UNRWA também aponta que mais de 34.000 refugiados dos campos de Jenin, Tulkarem e Nur Shams permanecem deslocados desde a operação "Muro de Ferro" iniciada em janeiro de 2025. Registros da OCHA indicam 1.399 demolições nos governadores de Jenin e Tulkarem entre 2009 e outubro de 2026, afetando 4.139 pessoas. Investigações da Forensic Architecture identificaram mais de 200 incidentes de destruição deliberada de casas e vias, usando bulldozers blindados e explosões controladas, e compararam as táticas ao uso de força em Gaza. Em fevereiro de 2025, o ministro das Finanças israelense Bezalel Smotrich afirmou que Tulkarem e Jenin seriam transformados em áreas semelhantes a Jabalia e Shujayea, em Gaza. Recentemente, forças israelenses detiveram quatro palestinos em Tulkarem e converteram casas em quartéis militares em Burin, ao sul de Nablus, replicando a situação em Hebron. Na vila próxima a Jenin, o agricultor Jabri Yahya relatou que foi obrigado a abandonar sua terra, onde mantinha rebanhos de ovelhas e vacas.
A decisão do Conselho de Segurança da ONU sobre uma resolução de cessar-fogo em Gaza, prevista para votação em dezembro de 2026, define o desfecho do conflito e, consequentemente, a direção dos mercados de energia e logística.
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