Na segunda‑feira (26), o dólar terminou o pregão em alta de 8,21%, cotado a R$ 5,4029, após ter atingido R$ 5,6049 ao longo do dia, nível não visto desde 1999. O movimento seguiu a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais, que elevou os prêmios de risco fiscal e político. A valorização inicial refletiu a reversão de posições de investidores que haviam apostado em um cenário de favorecimento ao Palácio do Planalto, mas a moeda recuou no decorrer da manhã e da tarde com a realização de lucros e a entrada de fluxo de exportadores buscando converter divisas. O head de câmbio da EQI Investimentos, Alexandre Viotto, apontou forte ingresso de exportadores e ausência de problemas de liquidez. No mercado futuro, o contrato de dólar para novembro registrou giro acima de US$ 31 bilhões, e a B3 aumentou duas vezes o limite superior de negociação, de 6% para 8,4% e depois para 12%. O Tesouro Nacional realizou recompra de títulos públicos, contribuindo para a estabilização do câmbio. No acumulado de outubro, o dólar acumula alta de 4,40%; no ano, ainda registra queda de 1,57%.
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