O dólar (USD/BRL) registrou queda nesta sexta-feira (19), sendo negociado em baixa frente ao real, enquanto o índice DXY também desvalorizou contra moedas pares, após um período de forte valorização impulsionada pelo tom hawkish do Federal Reserve. A desvalorização pontual do DXY, somada à baixa liquidez devido ao feriado nos EUA, permitiu um alívio temporário para o real, contrariando a tendência de apreciação do dólar globalmente ditada pela política monetária restritiva do Fed. Esta dinâmica sugere pressão descendente em UUP no curto prazo e potencial valorização de EWZ e BOVA11, embora a força do dólar americano persista. Para o investidor brasileiro, um dólar mais fraco no dia pode aliviar custos de importação e dívidas dolarizadas, mas o cenário de juros altos nos EUA mantém a perspectiva de desvalorização do BRL no médio prazo. O mercado aguarda a ata da reunião do Copom para decifrar os 'ruídos' do comunicado anterior, buscando clareza sobre a trajetória da Selic e seu impacto na paridade USD/BRL. Em períodos de feriados nos EUA, como o Dia da Independência em 2022, observou-se baixa liquidez e movimentos cambiais erráticos, com o dólar registrando valorização de 0.8% em um dia e queda de 0.5% no seguinte, sem alterar a tendência principal. A ata do Copom, a ser divulgada na próxima semana, e futuros comunicados do Federal Reserve serão cruciais para redefinir as expectativas de juros e a direção do dólar. No médio prazo, a divergência entre a política monetária do Fed (hawkish) e o cenário doméstico (Copom) deve manter o dólar pressionado para cima, com flutuações táticas em dias de baixa liquidez.
Nas próximas 48-72 horas, espera-se que o dólar retome a valorização contra o real, impulsionado pela interpretação persistente do tom hawkish do Federal Reserve. O principal gatilho de curto prazo será a ata do Copom na próxima semana, que pode gerar volatilidade adicional caso o guidance sobre a Selic seja mais dovish ou hawkish do que o precificado. No médio prazo (1-4 semanas), a divergência de política monetária entre EUA e Brasil deve manter o dólar fortalecido, podendo testar a resistência de R$5.20-5.25.
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