A CoinShares, em relatório publicado nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026, apontou que a mineração de Bitcoin enfrentou seu período mais adverso desde o halving de 2024, com uma queda "longa e duradoura" no hashrate da rede. A diminuição da capacidade de processamento da rede Bitcoin, refletida no hashrate, implica em menor receita para as mineradoras tradicionais, forçando uma reavaliação de modelos de negócio e alocação de capital. No Brasil, a menor atratividade da mineração de Bitcoin pode desestimular investimentos em infraestrutura de energia e equipamentos, embora o impacto direto seja limitado devido à menor escala local. Em 2018, após um bear market prolongado, muitas mineradoras de GPU (Ethereum, etc.) pivotaram para o aluguel de capacidade computacional para outras indústrias, com algumas registrando crescimento de receita de 30-50% em novos segmentos. O próximo gatilho a monitorar será a divulgação dos resultados trimestrais das principais mineradoras de Bitcoin, especialmente quanto à alocação de capital e diversificação para IA. No médio prazo, a migração para IA pode estabilizar as receitas de algumas mineradoras, transformando-as em empresas de infraestrutura de computação, mas a pressão sobre a rentabilidade da mineração puramente Bitcoin deve persistir.
Nas próximas 4-8 semanas, espera-se que as mineradoras de Bitcoin divulguem mais detalhes sobre suas estratégias de pivot para IA em seus relatórios de resultados, atuando como gatilho para a reavaliação dos investidores. O FOMC em 16 de setembro de 2026 e o Payroll em 2 de outubro de 2026 podem influenciar o apetite por risco, impactando a velocidade dessa rotação setorial.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real