Os primeiros carros elétricos e híbridos vendidos no Brasil, com preço de lançamento superior a R$ 140 mil, sofreram uma desvalorização expressiva, perdendo mais da metade de seu valor e sendo negociados atualmente na faixa de R$ 60 mil a R$ 90 mil. Esse mecanismo econômico é impulsionado pela rápida inovação tecnológica, a expansão da infraestrutura de carregamento e o aumento da concorrência, que resultam em modelos mais eficientes e acessíveis. Para o investidor brasileiro, o cenário destaca o risco elevado de depreciação para a posse direta de veículos elétricos, sugerindo cautela e direcionando o foco para investimentos em infraestrutura ou na cadeia de suprimentos de baterias. A reação de outros agentes do mercado deve incluir a revisão das políticas de garantia e programas de recompra por montadoras para mitigar a preocupação com o valor residual. Um paralelo histórico pode ser traçado com a desvalorização das TVs de plasma nos anos 2000, onde modelos de ponta perderam mais de 70% de seu valor em poucos anos devido à rápida evolução tecnológica. O principal gatilho a monitorar são os lançamentos de novas gerações de baterias e os avanços na infraestrutura de carregamento. No horizonte de médio prazo, espera-se uma estabilização da depreciação à medida que a tecnologia amadurece e o mercado de EVs usados se consolida.
Um gatilho para reversão ou estabilização seria o anúncio de programas de recompra ou garantias de valor residual por grandes montadoras, ou a introdução de modelos de segunda geração com avanços tecnológicos significativos e preços mais competitivos, o que poderia ocorrer no próximo trimestre.
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