Amy Gower, da Bloomberg Markets, afirmou que o ouro enfrenta pressão significativa de rendimentos de títulos de longo prazo em ascensão e um dólar mais forte, embora se mantenha acima de $4.000/onça. Como ativo que não gera rendimento, o ouro perde atratividade quando os juros sobem, aumentando o custo de oportunidade, e um dólar forte o encarece para compradores internacionais. ETFs de ouro como GLD e IAU enfrentam este balanço de forças, enquanto mineradoras representadas pelo GDX acompanham a tendência, sendo o DXY e o TLT drivers importantes. Para investidores brasileiros, um dólar forte (USDBRL ↑) pode amortecer a queda do ouro precificado em USD, mas a correlação do ouro com juros globais persiste. Em 2013, o ouro caiu aproximadamente 28% (de ~$1.690 para ~$1.210/onça) após o 'taper tantrum', quando os rendimentos dos títulos subiram rapidamente, ilustrando a sensibilidade do metal a mudanças na política monetária. O próximo dado a monitorar é o payroll dos EUA (2026-10-02), que pode influenciar as expectativas de juros e a força do dólar. No médio prazo, o ouro deve permanecer em um range, com o suporte de compras físicas e de bancos centrais contrabalançando a pressão de juros e o dólar.
Nas próximas 4-6 semanas, o ouro ($4208.10/onça hoje) deve operar em um range estreito, entre $3.950 e $4.250. O payroll dos EUA (2026-10-02) será um gatilho para a direção de curto prazo de juros e dólar, podendo definir a quebra de um desses níveis.
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